Parece que a programação musical na TV aberta perdeu muito espaço nas últimas décadas. Se olharmos para as cinco principais redes – Globo, SBT, Record, Band e RedeTV – a diferença entre os anos 90 e hoje é gritante.

Naquela época, era comum passar o sábado à noite em casa assistindo ao Gugu e seu “Sabadão Sertanejo”. O SBT, por exemplo, tinha programas musicais que seguravam a audiência e valorizavam o artista no palco. Hoje, o “Boteco do Ratinho” até tenta resgatar esse clima, mas o formato atual parece uma versão pocket: dois artistas cantam rapidamente, o programa mal engrena e já entra no break comercial. Entende-se a importância da publicidade para a receita da emissora, mas falta equilíbrio – o conteúdo acaba ficando em segundo plano.

Vale lembrar que o SBT também teve atrações como o “Um Hora de Sucesso”, que realmente valorizavam a música. Atualmente, mesmo com toda a força da internet e das redes sociais, a TV aberta ainda é relevante para o artista, porque dá exposição em massa. Mas a sensação é de que o espaço encolheu, e o prazer de assistir a esses programas praticamente desapareceu.

Hoje, o que domina são as novelas intermináveis e os telejornais carregados de tragédias, numa disputa desgastante por audiência. Record, Band, SBT… todas parecem ter deixado de lado aquele entretenimento leve e musical que fazia tanta falta.

Saudade dos tempos em que ligar a TV era sinônimo de diversão, e não de frustração.